Expõe o racismo estrutural como um sistema opressivo enraizado na sociedade brasileira, que causa sofrimento, impede o exercício de direitos e prejudica o desenvolvimento nacional. Utiliza a metáfora da gaiola de Marilyn Frye para ilustrar a necessidade de uma ação política conjunta para superar esta estrutura discriminatória. Aponta a discriminação racial como uma crença na existência e hierarquia de raças, com o objetivo de manter privilégios e subjugar o outro. Destaca que o racismo é também institucional, praticado por organizações públicas e privadas. Analisa a histórica ausência de políticas de inclusão para a população negra após a abolição, contrastando com as políticas de embranquecimento e imigração que privilegiavam europeus, conforme decretos desde o Império até a Era Vargas. Salienta a importância do movimento negro na luta pela cidadania e na criminalização da discriminação racial, culminando na Constituição de 1988 e na Lei Caó. Defende a educação em direitos humanos e as ações afirmativas, como a Lei 10639/2003 e o Estatuto da Igualdade Racial, como fundamentais para a desconstrução do racismo e a promoção da dignidade da pessoa humana. Conclui pela urgência de enfrentar esta desigualdade histórica através de vontade política e compromisso institucional.
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https://hdl.handle.net/20.500.12178/169160Description
Palestra proferida no Seminário "Racismo estrutural" no Plenário do TRT 15ª Região, Campinas - SP, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho) e a Ordem dos Advogados do Brasil, 3ª Subseção Campinas (Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil), em 28 de junho de 2019Source
PRUDENTE, Eunice Aparecida de Jesus. Racismo estrutural. Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, Campinas, n. 55, p. 23-34, jul./dez. 2019.Ces articles peuvent également être intéressé par
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